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	<title>ColetivoSopros's Weblog</title>
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		<title>Megablogagem, Meganão ao AI-5 Digital</title>
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		<pubDate>Mon, 18 May 2009 14:17:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>coletivosopros</dc:creator>
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		<category><![CDATA[ciberativismo]]></category>
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		<description><![CDATA[http://meganao.wordpress.com/2009/05/17/chamada-para-a-megablogagem/ Na última semana tivemos grandes e poderosas vitórias: O ministro da Justiça manifestou publicamente seu apoio ao veto dos artigos “draconianos” do PL de Cibercrimes, o PL 84/99, ou o PL do Azeredo, ou ainda popularmente conhecido como o &#8230; <a href="http://coletivosopros.wordpress.com/2009/05/18/megablogagem-meganao-ao-ai-5-digital/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=coletivosopros.wordpress.com&amp;blog=4307280&amp;post=298&amp;subd=coletivosopros&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>http://meganao.wordpress.com/2009/05/17/chamada-para-a-megablogagem/</p>
<p>Na última semana tivemos grandes e poderosas vitórias: O ministro da Justiça manifestou publicamente seu apoio ao veto dos artigos “draconianos” do PL de Cibercrimes, o PL 84/99, ou o PL do Azeredo, ou ainda popularmente conhecido como o AI5 digital. No último dia 14 tivemos uma grande vitória com o Ato Público na Assembléia Legislativa de São Paulo contra o AI5 digital, onde novos e poderosos aliados se juntaram ao combate ao vigilantismo. Estranhamente a mídia tradicional não deu muita importância ao evento, não lembro de ter visto nenhuma noticia na TV sobre o Ato, a excessão ficou com a Folha, aquela da “Ditabranda” que mandou para o evento uma jornalista com as piores das intenções, e segundo os presentes com as perguntas mais descabidas possíveis.</p>
<p>Há algum tempo haviamos percebido um argumento típico dos vigilantistas na novela da Globo da Globo caminho das Indias, onde um personagem advogado fala para outra personagem algo como: Olha, não sei como andam estas leis, mas é dificil isto, nem a Policia Federal consegue rastrear sobre casos de pedofilia. Conseguimos um contato com a assessora da Glória Perez, que nos “cozinhou” e acabamos não conversando com a autora para expor nosso ponto de vista, na verdade acredito que a Glória pouco poderia fazer a respeito, já que ela é funcionária da Globo, e provavelmente deve ter de seguir as determinações da Empresa.</p>
<p>Nesta semana, justamente a semana de grande vitórias, a mídia atacou a Internet de forma extremamente agressiva, estão promovendo uma verdadeira engenharia social, tentando a todo custo convencer as pessoas de que a Internet é um antro de criminosos e pedófilos. O SBT fez uma matéria a respeito, a Globo esta atacando em todas as esferas, no programa Ana Maria Braga onde tenta envolver a Internet no caso do “Mussunzinho” apenas pelo fato de alguem ter tido acesso ao email dele para responder à uma entrevista. O jornal da Globo, RJ TV, Fantástico e ontem o Globo Reporter  que falou de pedofilia, não citou nenhum caso de pedofilia na Internet, o que sabemos que não existe, mas falou que a maioria dos casos de pedofilia se dá na Internet. Para fechar, a Veja desta semana esta detonando com a Internet da forma mais escrota e descabida como parece peculiar desta publicação.</p>
<p>O que estamos assistindo é na verdade um ato de desespero, os apoiadores do vigilantismo, como a FEBRABAN, APCN, Operadoras de telefonia, a Industria Cultural, só para citar alguns, devem estar patrocinando, ops, quero dizer pressionando os nove empresários que comandam a mídia no Brasil, ou seriam estes empresários também interessados? Será que tem algum Senador que tem ligação com veículos de comunicação? A mídia deixou de ser sutil, de parecer imparcial, e num ato de desespero esta tomando uma posição clara, a favor do vigilantismo, com o objetivo de manipular a opinião pública para que o nosso ativismo seja desmoralizado e minimizado e AI5 digital seja aprovado.</p>
<p>Sendo assim, convocamos todos a uma blogagem coletiva hoje, dia 17 de maio, dia Internacional da Internet para uma blogagem coletiva com o objetivo de critica a atitude de nossa imprensa mentirosa, de investigar e de desmascarar a midia que mente e vai contra a democracia. Não vamos deixar o vigilantismo ganhar, Mega Não, Mega Blogagem já !!!</p>
<p>Usem as tags “ciberativismo”, “meganao” e “megablogagem” para que possamos identificar os posts participantes, e mandem um ping para cá. Publiquem, twittem seus posts, divulguem no Orkut, Facebook, neste dia 17 temos de fazer as mídias sociais gritarem um Mega Não ao vigilantismo.</p>
<br />Publicado emUncategorized Tagged: ciberativismo, megablogagem, meganao <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/coletivosopros.wordpress.com/298/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/coletivosopros.wordpress.com/298/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/coletivosopros.wordpress.com/298/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/coletivosopros.wordpress.com/298/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/coletivosopros.wordpress.com/298/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/coletivosopros.wordpress.com/298/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/coletivosopros.wordpress.com/298/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/coletivosopros.wordpress.com/298/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/coletivosopros.wordpress.com/298/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/coletivosopros.wordpress.com/298/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/coletivosopros.wordpress.com/298/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/coletivosopros.wordpress.com/298/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/coletivosopros.wordpress.com/298/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/coletivosopros.wordpress.com/298/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=coletivosopros.wordpress.com&amp;blog=4307280&amp;post=298&amp;subd=coletivosopros&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>As rosas do dia oito.</title>
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		<pubDate>Sun, 08 Mar 2009 19:07:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>coletivosopros</dc:creator>
				<category><![CDATA[Lutas e Mov. Sociais]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>

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		<description><![CDATA[Dia 08 de março, o Dia Internacional das Mulheres. Durante a semana que antecede essa data (assim como tantas outras comemorativas) inúmeras propagandas comerciais de homenagens e vendas de “produtos femininos” às sempre sensíveis, delicadas, esposas, mães, ou seja, às mulheres- esteriótipos são veiculadas na mídia, além das rosas que nos são dadas nos estabelecimentos comerciais. Isso já é praxe.   <a href="http://coletivosopros.wordpress.com/2009/03/08/as-rosas-do-dia-oito/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=coletivosopros.wordpress.com&amp;blog=4307280&amp;post=293&amp;subd=coletivosopros&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><em>por Camilinha</em></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;text-align:justify;margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;text-align:justify;margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">Dia 08 de março, o Dia Internacional das Mulheres. Durante a semana que antecede essa data (assim como tantas outras comemorativas) inúmeras propagandas comerciais de homenagens e vendas de “produtos femininos” às sempre sensíveis, delicadas, esposas, mães, ou seja, às <em>mulheres- esteriótipos</em> são veiculadas na mídia, além das rosas que nos são dadas nos estabelecimentos comerciais. Isso já é praxe. <span> </span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Mas nunca é demais, relembrar a real história do 08 de março, para percebermos, como, a sociedade capitalista absorveu essa luta (como tantas outras). Fato é que a principal referência histórica sobre o Dia Internacional da Mulher, remonta à II Conferência Internacional das Mulheres Socialistas em 1910, quando Clara Zetkin propõe uma agenda de lutas das mulheres trabalhadoras. Em muitos países, como Alemanha, Rússia e Estados Unidos, as mulheres socialistas comemoravam o Dia Internacional da Mulher, sem uma data oficial, unificada, nesse momento (início do século XX), as datas eram múltiplas e marcadas por dias de protestos e greves das mulheres trabalhadoras. A isso, agrega-se a história oficial das mulheres trabalhadoras de uma fábrica têxtil de Nova York, que, durante um protesto teriam sido trancafiadas dentro da fábrica e mortas por um incêndio criminoso. O dia 08 de março vira data oficial de comemoração, em 1922, após ter sido proposta em 21, na Conferência Internacional das Mulheres Comunistas.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">E, como vemos, a real proposta do dia 08 de março, enquanto dia mundial de luta das mulheres trabalhadoras foi se perdendo, sendo absorvido pela sociedade capitalista, como apenas mais um chamariz para o consumo de produtos produzidos especialmente para as <em>mulheres – produtos</em>, formatadas como pede o mercado.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">Enfim, o intuito desse pequeno texto é somente o de tentar trazer à tona que as mulheres trabalhadoras que iniciaram essa data, não tinham como proposta serem bombardeadas com propagandas comerciais e muito menos receberem rosas das lojas dos centros das cidades, elas não queriam rosas, queriam dignidade humana. <span> </span></span></span></p>
<br />Publicado emLutas e Mov. Sociais, Sociedade  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/coletivosopros.wordpress.com/293/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/coletivosopros.wordpress.com/293/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/coletivosopros.wordpress.com/293/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/coletivosopros.wordpress.com/293/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/coletivosopros.wordpress.com/293/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/coletivosopros.wordpress.com/293/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/coletivosopros.wordpress.com/293/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/coletivosopros.wordpress.com/293/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/coletivosopros.wordpress.com/293/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/coletivosopros.wordpress.com/293/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/coletivosopros.wordpress.com/293/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/coletivosopros.wordpress.com/293/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/coletivosopros.wordpress.com/293/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/coletivosopros.wordpress.com/293/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=coletivosopros.wordpress.com&amp;blog=4307280&amp;post=293&amp;subd=coletivosopros&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Amigo do meu inimigo é o que?</title>
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		<pubDate>Fri, 30 Jan 2009 04:04:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>coletivosopros</dc:creator>
				<category><![CDATA[Fragmentos]]></category>
		<category><![CDATA[Má Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo do Trabalho]]></category>
		<category><![CDATA[sindicalismo]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Taiguara       No dia 23 de janeiro do presente ano, seis centrais sindicais &#8211; entre elas CUT e Força Sindical &#8211; foram advertidas pelo Ministério Público do Trabalho de São Paulo para que, em respeito às leis &#8230; <a href="http://coletivosopros.wordpress.com/2009/01/30/amigo-do-meu-inimigo-e-o-que/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=coletivosopros.wordpress.com&amp;blog=4307280&amp;post=259&amp;subd=coletivosopros&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;margin:0;"><span style="font-size:big;font-family:Calibri;"><em><img class="alignright size-full wp-image-260" title="images8" src="http://coletivosopros.files.wordpress.com/2009/01/images8.jpg?w=500" alt="images8"   />Por Taiguara</em></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:150%;margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:&quot;"><span style="font-size:small;">No dia 23 de janeiro do presente ano, seis centrais sindicais &#8211; entre elas CUT e Força Sindical &#8211; foram advertidas pelo Ministério Público do Trabalho de São Paulo para que, em respeito às leis trabalhistas vigentes, moderassem nas concessões de direitos que têm feito em nome dos trabalhadores. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">  </p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:&quot;"><span style="font-size:small;">Ante o efeito alardeador gerado pela famigerada crise financeira no capitalismo, o empresariado, supostamente em troca da promessa de manter o número de postos de trabalho, tem se sentido à vontade para exigir acordos coletivos que reduzam a jornada, com a justa diminuição dos salários, é claro.<span>  </span>E, as negociações, por seu turno, contam não só com a adesão, mas com o estímulo de boa parte dos dirigentes das entidades. O discurso utilizado é simples e convincente, como ouvi dizer, dia desses, em um jornal televisivo: “Melhor pingar do que secar”.</span></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span id="more-259"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"> <span style="font-family:&quot;"><span style="font-size:small;">A trama poderia ser considerada absurda se não fosse uma prática tão corriqueira no meio sindical brasileiro dos últimos anos. Isto é, não é raro que o Estado tenha de intervir na relação entre a entidade representativa e os seus associados para impedir que o primeiro consinta excessivamente com a perda de direitos e benefícios dos segundos, além do limite que é permitido por lei. Nesta inversão de papéis, é o Estado neoliberal que precisa frear os impulsos flexibilizantes dos representantes oficiais das causas trabalhistas.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">  </p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:&quot;"><span style="font-size:small;">Chegamos a um ponto em que um dirigente sindical vinculado à CUT, no Rio Grande do Sul, por exemplo, comemora ter negociado &#8211; em “reunião secreta” &#8211; um ótimo abatimento de 14,6% dos salários, quando a empresa exigia o absurdo de 22%!</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">  </p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:&quot;"><span style="font-size:small;">Um processo bem parecido, ainda que num contexto bem mais particular e pontual, ocorreu-me nesta semana. Enquanto aguardava os minutos que antecediam minha primeira aula do ano, via a coordenadora e proprietária do colégio privado em que trabalho quebrar a cabeça preparando a grade de horários que haveria de ser definitiva para 2009. Ela aproveita que eu estou por ali e me alerta da probabilidade de haver inconvenientes “janelas” em meus dias de trabalho. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">  </p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:&quot;"><span style="font-size:small;">As “janelas” são os intervalos vagos entre uma e outra aula, mas que o professor não pode ir embora, pois não lhe vale a pena, já que terá de voltar em breve. Então ele fica lá, sem aulas, na sala dos professores, esperando sua próxima entrada.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">  </p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:&quot;"><span style="font-size:small;">Pois bem. Ela me diz que conversou por telefone com o meu (?) sindicato, o qual lhe havia informado da obrigatoriedade de serem remuneradas estas janelas. O que me parece muito justo, uma vez que o professor, nesse ínterim, não é o dono de seu tempo, ficando a disposição da empresa que o contratou. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">  </p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:&quot;"><span style="font-size:small;">No entanto, neste mesmo bate-papo amistoso, a entidade que me representa aconselhou minha patroa a tentar um acordo comigo. E qual era esse acordo? Simples também: que eu abrisse mão do pagamento dessas horas “ociosas”. <span> </span>O que ela me sugeriu, explicando das dificuldades financeiras pela qual passa o colégio&#8230;</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">  </p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:&quot;"><span style="font-size:small;">Eu mal havia sido agraciado pela notícia de que essas malditas janelas me seriam recompensadas e já era prevenido de que não as receberia, pois o sindicato havia proposto e negociado a renúncia de um direito meu, ser remunerado pelas minhas horas de trabalho. <span style="font-family:&quot;">Belo acordo eles me arrumaram: eu entrava com a bunda, e a escola com o pé.</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;">  </p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:&quot;"><span style="font-size:small;">Bateu o sinal, eu precisava entrar para a aula, mas deu tempo para ela dizer: “Professor, pensa nessa proposta e depois me fala&#8230; se não, vamos precisar contratar outro professor para dar uma de suas matérias”.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:&quot;"><span style="font-size:small;">Sem poder me defrontar sozinho contra o problema &#8211; já que meus colegas eu pouco encontro, e com o sindicato, já viu, né? &#8211; lembrei-me da frase a que me referi acima, e que tende a se tornar uma máxima em tempos de crise e fragmentação: “Melhor pingar do que secar.”</span></span></p>
<br />Publicado emFragmentos, Má Educação Tagged: Mundo do Trabalho, sindicalismo <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/coletivosopros.wordpress.com/259/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/coletivosopros.wordpress.com/259/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/coletivosopros.wordpress.com/259/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/coletivosopros.wordpress.com/259/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/coletivosopros.wordpress.com/259/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/coletivosopros.wordpress.com/259/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/coletivosopros.wordpress.com/259/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/coletivosopros.wordpress.com/259/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/coletivosopros.wordpress.com/259/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/coletivosopros.wordpress.com/259/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/coletivosopros.wordpress.com/259/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/coletivosopros.wordpress.com/259/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/coletivosopros.wordpress.com/259/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/coletivosopros.wordpress.com/259/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=coletivosopros.wordpress.com&amp;blog=4307280&amp;post=259&amp;subd=coletivosopros&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Sociedade escravista em tempos de não escravidão</title>
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		<pubDate>Wed, 21 Jan 2009 12:46:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>coletivosopros</dc:creator>
				<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Camila Peruchi O mundo globalizado e moderno no qual passamos a viver nos coloca de frente ao consumo exagerado e à exploração assídua dos meios de comunicação como forma de alienar os possíveis e futuros consumidores de determinado produto. &#8230; <a href="http://coletivosopros.wordpress.com/2009/01/21/sociedade-escravista-em-tempos-de-nao-escravidao/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=coletivosopros.wordpress.com&amp;blog=4307280&amp;post=252&amp;subd=coletivosopros&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em><img class="alignright size-medium wp-image-255" title="bonecas" src="http://coletivosopros.files.wordpress.com/2009/01/bonecas.jpg?w=300&#038;h=280" alt="bonecas" width="300" height="280" />Por Camila Peruchi</em></p>
<p>O mundo globalizado e moderno no qual passamos a viver nos coloca de frente ao consumo exagerado e à exploração assídua dos meios de comunicação como forma de alienar os possíveis e futuros consumidores de determinado produto. Em uma época mais simples, a publicidade meramente chamava a atenção para o produto e exaltava suas vantagens, não havia ainda, necessidade para tanto.</p>
<p>Porém, hoje em dia, fez-se do próprio consumidor um produto a ser vendido, onde a estratégia de venda consiste em torná-lo frustrado, entediado, insatisfeito e ansioso. O objetivo é colocá-lo forçadamente numa redoma de vidro na qual ele mesmo se reflita de forma totalmente insignificante, sentindo uma falta imensa de algo, de modo que pense que a única forma de supri-la é consumir. Só se será alguém se houver entrega aos delírios dos logotipos, preços altíssimos, e símbolos. Logotipos e símbolos, os quais só ficarão bem em você se você for magérrimo e alto, e, se por sorte fantástica da genética, tiver os olhos claros, a combinação será perfeita.<span id="more-252"></span></p>
<p>É a ditadura da beleza que nos impõe uma vida totalmente escravista, para então nos jogar bruscamente contra um muro de concreto onde há inúmeros produtos que (ó sim, milagrosamente) farão com que nos enquadremos a esses padrões de beleza, e estereótipo esquelético de face funda. E incrivelmente, todos fingem não se importarem com o sangue que se escorre devido ao baque, e o sangue coagula-se de esquecido, e passa-se a ser habitual ver meninas forçando-se a vomitar, passando horas sem comer, e pesando 29 Kg aos 23 anos. Como bonecas &#8220;Susie&#8221; elas desfilam como exemplos de beleza e saúde em prol das criancinhas de rua que (por azar do destino) passam fome.</p>
<p>É a sutil ironia que a sociedade vedada e amortecida pela mídia não enxerga e não sente. Agora, além de exemplos de beleza são também visões prefiguradas que nem santos e anjos imaginaram, tão bondoso e repletos de compaixão são seus caráteres. De agora em diante, a caridade se associa aos decibéis, o humanitarismo ao showbiz. Não existem mais causas nobres sem a presença de popstars. Essa mesma mídia que nos arremessa contra o muro dilacerando nossa verdadeira identidade, parece ainda assim, não estar contente com os hematomas.</p>
<p>É necessário ainda nos apresentar a comunicação em massa, que nos prega, como em crucifixos, a uma distância imensa um do outro, nos privando do contato físico, dos olhos nos olhos, da face a face. Famílias restringem sua forma de comunicação a telefonemas, e-mails, e salas de bate-papo via internet, rareando cada vez mais o convívio social, o almoço aos domingos, o abraço amigo.</p>
<p>O fato é que nos tornamos robôs programados para consumir compulsivamente, na busca incessante da moda e da beleza; destruindo nossa sensibilidade, atando nossas mãos em uma sociedade onde ser &#8220;humano&#8221; está cada vez mais raro. Isto já era previsível em uma sociedade onde se vende cor de olhos, vende-se o tipo de cabelo, vende-se o conserto do nariz arrebitado herdado como pura maldição do destino da mãe, vende-se a bolsa Gucci e os óculos Empório Armani para ir a desfiles beneficentes, vendem-se exemplos de imagem e perfeição&#8230;</p>
<p>Era realmente previsível, em uma sociedade em que só não se vende a alma, ou porque ainda não se sabe o e-amail do diabo ou porque nos criaram ainda a figura de um deus: uma abstrata e falsa espécie de última esperança, que nos prende a uma incansável espera de uma &#8220;intervenção divina&#8221; enquanto nos mantemos incapazes de intercedermos por nós mesmos.</p>
<br />Publicado emSaúde, Sociedade  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/coletivosopros.wordpress.com/252/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/coletivosopros.wordpress.com/252/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/coletivosopros.wordpress.com/252/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/coletivosopros.wordpress.com/252/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/coletivosopros.wordpress.com/252/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/coletivosopros.wordpress.com/252/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/coletivosopros.wordpress.com/252/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/coletivosopros.wordpress.com/252/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/coletivosopros.wordpress.com/252/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/coletivosopros.wordpress.com/252/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/coletivosopros.wordpress.com/252/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/coletivosopros.wordpress.com/252/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/coletivosopros.wordpress.com/252/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/coletivosopros.wordpress.com/252/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=coletivosopros.wordpress.com&amp;blog=4307280&amp;post=252&amp;subd=coletivosopros&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>A Esquerda Atual e a Educação &#8211; Nota Sobre uma Ausência</title>
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		<pubDate>Sat, 27 Dec 2008 14:59:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>coletivosopros</dc:creator>
				<category><![CDATA[Lutas e Mov. Sociais]]></category>
		<category><![CDATA[Materiais de Aulas]]></category>
		<category><![CDATA[Má Educação]]></category>

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		<description><![CDATA[ Por Ronan                    De início, é de conhecimento ou deveria ser que os dois grandes partidos brasileiros – PT e PSDB – não possuem diferenças quanto às politicas atuais em educação. Seguindo práticas correntes em países subdesenvolvidos, ao mesmo tempo &#8230; <a href="http://coletivosopros.wordpress.com/2008/12/27/a-esquerda-atual-e-a-educacao/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=coletivosopros.wordpress.com&amp;blog=4307280&amp;post=240&amp;subd=coletivosopros&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-245" title="Uma escola brasileira" src="http://coletivosopros.files.wordpress.com/2008/12/educacao-grande1.jpg?w=500&#038;h=333" alt="Uma escola brasileira" width="500" height="333" /></p>
<p> Por Ronan</p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;text-align:justify;">                   De início, é de conhecimento ou deveria ser que os dois grandes partidos brasileiros – PT e PSDB – não possuem diferenças quanto às politicas atuais em educação. Seguindo práticas correntes em países subdesenvolvidos, ao mesmo tempo em que mantêm um baixo investimento, procuram aumentar a produtividade do processo educativo. Mesmo assim, os mil e setecentos reais anuais que o Brasil investe em educação básica são somente metade do investimento efetuado pelo Chile. Foco e auxílio na gestão, tem-se a introdução de avaliações sobre o sistema – gestores, alunos e professores, criação de currículos básicos, estipulação de metas, combate ao absenteísmo, bonificação por resultados, programas de requalificação docente, produção de materiais didáticos, aprovação automática, centralidade em português, matemática e ciências, manutenção de um contingente enorme de professores não efetivos.</p>
<p><span id="more-240"></span></p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;text-indent:1.25cm;" align="justify">Vivemos um momento de significativas mudanças no fazer educativo em que espanta a ausência de interlocutores e posicionamento provenientes de setores não comprometidos com o atual estado de coisas. Jornalistas, intelectuais, parlamentares, imprensa, empresários, igreja, movimentos e ongs ligadas ao poder tem travado entre sí o debate que pauta as ações governamentais. Quem desejar simplesmente se informar sobre educação na atualidade há de recorrer a publicações como <em>Nova Escola, Pátio Pedagógico, Educação,</em> grandes jornais e sites governamentais e congêneres. Uma posição crítica mais embasada absolutamente sumiu do mapa.</p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;text-indent:1.25cm;" align="justify">Propostas alternativas de educação tem sido tocadas por alguns movimentos sociais, heróicas ongs, e pela milharidade de cursinhos populares. Todos, mesmo em conjunto, de pequeno impacto diante das milhares escolas do país. As minorias ativas, embora obtenham alguns êxitos, jamais alcançaram, por exemplo, a latitude das lutas estudantis na universidade, responsáveis pela criação de um sistema de inclusão social e pelo abrandamento de arbitrariedades várias, que podem incluir até mesmo a exploração de trabalho não pago dos alunos. Nesse contexto, é muito importante o que tem feito o professorado do ensino público.</p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;text-indent:1.25cm;" align="justify">Este, no entanto, tem se dividido entre a imersão numa perspectiva mercadológica e individualista de vida e o apoio coletivo e passivo a burocracias sindicais que procuram usar a insatisfação e a luta dos professores para a ascensão social, mediante o controle da estrutura sindical e/ou a carreira política. Assim, as críticas ao processo educativo foram, majoritariamente, reduzidas à denúncia do parco investimento,uma simples questão quantitativa, e esse mais praticamente identificado ao patamar salarial do professorado. Os departamentos de recursos humanos das secretarias tem sido hábeis em cooptar o prioritário anseio econômico do professorado e, mediante as bonificações de fim de ano, têm conseguido esvaziar os desfiles sindicais. O sindicato tem diversificado as possibilidades de ganho material para o professorado e surge, prioritariamente, como origem de convênios, descontos comerciais, colônias de férias e empresa jurídica. Numa linha politizadora restaram somente algumas poucas subsedes sindicais, geralmente votadas ao ostracismo.</p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;text-indent:1.25cm;" align="justify">Tal como tem apontado as práticas críticas em educação, um projeto alternativo passa pela criação de uma educação voltada para a luta social e esta requer o comprometimento social e a qualificação técnica e política do professorado. Há a necessidade de instrução dos movimentos sociais e de politização da escola. De saltar reclames meramente quantitativos para o surgimento de um professorado propositivo, capaz de apontar, da educação que temos, a educação que queremos. Nesse caso, parece que tudo está por fazer, dado o completo alheamento do professorado das questões sociais e educacionais. Um posicionamento crítico diante da educação requer um engajamento e uma tomada de responsabilidade diante da educação, inclusive, discernindo o que é salutar naquilo que tem sido feito pelo governo e construindo alternativas para o que não é. Sucintamente, o descontentamento diante da gestão governamental não pode servir de apoio a professores que, num ideário elitista, tratam com desprezo o futuro educacional dos populares, ao passo que matriculam seus filhos nos colégios privados. Do mesmo modo, a politização da escola não pode levar ao abandono dos conteúdos. De um lado ou de outro, uma melhor instrução tem que ser o alicerce para qualquer projeto educacional. Somente partindo de um compromisso com a educação é que se pode alçar a sua politização. Trabalho de longo prazo, pois há poucos e fragmentados ante um mundo por fazer.</p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;text-indent:1.25cm;" align="justify"> </p>
<br />Publicado emLutas e Mov. Sociais, Materiais de Aulas, Má Educação  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/coletivosopros.wordpress.com/240/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/coletivosopros.wordpress.com/240/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/coletivosopros.wordpress.com/240/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/coletivosopros.wordpress.com/240/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/coletivosopros.wordpress.com/240/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/coletivosopros.wordpress.com/240/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/coletivosopros.wordpress.com/240/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/coletivosopros.wordpress.com/240/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/coletivosopros.wordpress.com/240/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/coletivosopros.wordpress.com/240/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/coletivosopros.wordpress.com/240/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/coletivosopros.wordpress.com/240/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/coletivosopros.wordpress.com/240/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/coletivosopros.wordpress.com/240/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=coletivosopros.wordpress.com&amp;blog=4307280&amp;post=240&amp;subd=coletivosopros&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>As políticas naturais de desastre</title>
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		<pubDate>Mon, 15 Dec 2008 22:15:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>coletivosopros</dc:creator>
				<category><![CDATA[Questões Urbanas]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>

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		<description><![CDATA[As catástrofes pouco têm de natural e muito da lógica do capital. O modelo de desenvolvimento implementado, ao ter por norte único o lucro, de qualquer forma possível, tira proveito das destruições do planeta seja como desgraça ou nas conseqüências destas <a href="http://coletivosopros.wordpress.com/2008/12/15/as-politicas-naturais-de-desastre/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=coletivosopros.wordpress.com&amp;blog=4307280&amp;post=225&amp;subd=coletivosopros&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"><img class="alignright size-medium wp-image-234" title="santa-catarina3" src="http://coletivosopros.files.wordpress.com/2008/12/santa-catarina3.jpg?w=300&#038;h=274" alt="santa-catarina3" width="300" height="274" /></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"><em>por Alex</em></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">As catástrofes pouco têm de natural e muito da lógica do capital. O modelo de desenvolvimento implementado, ao ter por norte único o lucro, de qualquer forma possível, tira proveito das destruições do planeta seja como desgraça ou nas conseqüências destas.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Por um lado, temos as autoridades governamentais que buscam se isentarem de suas responsabilidades ao culpar a natureza pelas tragédias, escondendo assim, uma série de (não) políticas públicas que permitiram tal ocorrência. Evita-se uma discussão séria sobre os motivos – através do argumento de “não politizar a situação”, liberando a gestão pública e os interesses empresariais de responsabilidades. As catástrofes aparecem quase como um castigo divino, que nada tem a ver com o modelo de desenvolvimento aplicado e que se continua a aplicar.</span></p>
<p> <span id="more-225"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Por outro lado, tentando uma análise mais abrangente, culpa-se o ser humano pelas mudanças climáticas.<span>  </span>Enxerga-se assim a sombra do problema, mas não a sua face. Há que se politizar o sucedido, pois por trás de tudo existe uma série de políticas públicas que têm permitido, em paralelo às causas naturais, a situação que hoje se vive e que se repete como num círculo infernal a cada verão.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">O que poderia ser evitável segue se repetindo, sacralizado acima do poder humano e da política, essa transmutação impede que se percebam as causas reais. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Os responsáveis por esses crimes contra a natureza e a humanidade não serão encontrados na explicação da moda, de “mudança climática”, ou pela nova-velha teoria de cima, elaborada pelos “especialistas acadêmicos” e comprada no supermercado das idéias pré-fabricadas, que culpam as vítimas pela sua desgraça. “Ocupação irregular do solo” nos dizem eles, mostrando a superfície e não a raiz do problema, como se o direito à habitação não fosse uma questão de políticas e responsabilidade públicas. Senão vejamos:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Segundo o Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal, este apenas executou 13% do orçamento previsto (para o ano de 2008) para prevenção e preparação de desastres; No estado de Santa Catarina as Áreas de Preservação Permanente foram diminuídas em extensão por pressão da Bancada Ruralista, a mesma que constrói diques irregulares para valorizar suas propriedades e que, através de uma política de habitação em prol da especulação imobiliária, torna inacessível, para a maioria da população, a moradia nas regiões mais planas e seguras, forçando as pessoas pobres a ocuparem, para poderem sobreviver, as encostas e morros.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">A mão do capital acompanha as destruições da natureza, seja via desflorestamento, esgotamento dos solos, contaminação, desequilíbrio ecológico, poluentes atmosféricos, especulação imobiliária, segregação social.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Centenas de mortos, milhares de desabrigados e de pessoas que não poderão voltar aos seus lares. Em meio às tragédias pode-se medir a estatura das pessoas. Para uns e umas estes desastres servem para capitalizar suas imagens através de oportunismos midiáticos, doações avultantes, eventos pirotécnicos. Mas, por outro lado, a anônima solidariedade de baixo se espalha arrecadando muito do pouco que possuem. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Contudo, os bilhões saídos dos cofres públicos agora, e somente agora, que se somam com as doações de solidariedade popular provavelmente serão investidos na reconstrução da infra-estrutura da cidade, ou seja, na construção de pontes, estradas, créditos para (re)construção de moradias&#8230; E não é que alimentamos, uma vez mais, os lucros das empreiteiras, construtoras, propriedades agrícolas&#8230;? O capital lucra duplamente com as tragédias, na sua causa e nas suas conseqüências. As tragédias, assim, aparecem como oportunidade aos conglomerados empresariais que atuam nos processos de reconstrução.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Entretanto, o capitalismo, enquanto sistema, não é antagônico a proteção ambiental. Este pode apropriar-se do discurso e prática ecológica como mecanismo de sua reprodução, isto é, de acúmulo de lucro e multiplicação de explorações e desigualdades. Em que pese este fato, o aumento do consumo nos atuais padrões energéticos e a sombra da crise financeira pode influenciar o quadro geopolítico e econômico mundial, acirrando nacionalismos e conflitos, incluso armados.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">E a população pobre, se não efetivar saídas coletivas e autônomas, se não se mobilizar para uma mudança substancial neste quadro e, ao invés disso continuar a entregar sua vida aos gestores e políticos, deverá ser obrigada a, mais uma vez, reiniciar sua jornada do zero. Tal qual Sísifo, a subir os morros e encostas, para no próximo verão rezar para que todo seu trabalho (suas casas, seus bens, suas vidas) não role morro abaixo. Nova Orleans, Tabasco, La Paz, Santa Catarina, Rio de Janeiro, São Paulo, Sudeste Asiático&#8230; mudam-se as localidades, os nomes das cidades e os países, mas as causas das “tragédias naturais do capital” continuam a mesmas.</span></p>
<br />Publicado emQuestões Urbanas, Sociedade  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/coletivosopros.wordpress.com/225/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/coletivosopros.wordpress.com/225/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/coletivosopros.wordpress.com/225/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/coletivosopros.wordpress.com/225/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/coletivosopros.wordpress.com/225/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/coletivosopros.wordpress.com/225/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/coletivosopros.wordpress.com/225/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/coletivosopros.wordpress.com/225/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/coletivosopros.wordpress.com/225/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/coletivosopros.wordpress.com/225/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/coletivosopros.wordpress.com/225/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/coletivosopros.wordpress.com/225/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/coletivosopros.wordpress.com/225/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/coletivosopros.wordpress.com/225/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=coletivosopros.wordpress.com&amp;blog=4307280&amp;post=225&amp;subd=coletivosopros&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>O Tamanho do Racismo no Brasil</title>
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		<pubDate>Mon, 24 Nov 2008 18:46:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>coletivosopros</dc:creator>
				<category><![CDATA[Lutas e Mov. Sociais]]></category>
		<category><![CDATA[Materiais de Aulas]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Ronan   No Brasil há, auto declarados, 37% Brancos, 36% pardos, 14% pretos. Embora 91% da população afirme que o brasileiro é racista, apenas 3% se assume como racista. Pretos e pardos possuem somente 6,3 anos de estudo. Apenas &#8230; <a href="http://coletivosopros.wordpress.com/2008/11/24/o-tamanho-do-racismo-no-brasil/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=coletivosopros.wordpress.com&amp;blog=4307280&amp;post=219&amp;subd=coletivosopros&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_218" class="wp-caption aligncenter" style="width: 330px"><a href="http://coletivosopros.files.wordpress.com/2008/11/movimento-negro.jpg"><img class="size-full wp-image-218" title="movimento-negro" src="http://coletivosopros.files.wordpress.com/2008/11/movimento-negro.jpg?w=500" alt="Manifestação do Movimento Negro"   /></a><p class="wp-caption-text">Manifestação do Movimento Negro</p></div>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;text-align:justify;margin:0;">Por Ronan</p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;text-align:justify;margin:0;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">No Brasil há, auto declarados, 37% Brancos, 36% pardos, 14% pretos.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Embora 91% da população afirme que o brasileiro é racista, apenas 3% se assume como racista. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Pretos e pardos possuem somente 6,3 anos de estudo. Apenas 31% das pessoas no ensino superior são pretas ou pardas. Desta cifra, 51% estão em cursos destinados a formar professores e somente 12% estão em medicina. <span id="more-219"></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">No ensino de elite, de 369 aprovados para medicina no vestibular da Fuvest, só um se dizia preto.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span>            </span>Negros recebem 62% do salário de um branco. A mulher negra recebe somente 56 %. Dente os 10% mais ricos, somente 22% são pretos e pardos. Dentre os 10% mais pobres, 68% são pretos e pardos. Brancos recebem, em média, R$977 enquanto pretos e pardos recebem 506. Brancos, no mesmo emprego, ganham 11% mais que pretos e pardos. A polícia e a justiça são mais rígidas e truculentas quando se trata de pretos e pardos. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">            </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">Segundo a pesquisa, o Brasil possui um racismo velado em que a discriminação se dá mais pela impossibilidade de acesso e aceitação: recusa de empregos, de namoros, de casamentos, de amizade, de cordialidade, de confiança. Ao mesmo tempo, é se mais rápido e rígido nas cobranças e nas condenações quando se tratam de pretos e pardos. Na televisão, o racismo se apresenta pela pouca presença de atores negros e a destinação dos poucos à papéis de valor secundário. A percepção que a TV transmite do negro é a de um ser destinado a ser subalterno, geralmente nos papéis de porteiro, empregadas, motoristas etc. No imaginário da população, cargos importantes são associados à pessoas brancas e cargos desimportantes à pessoas negras e pardas. Algo bom é algo branco e algo ruim é algo preto ou pardo.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span>            </span>Apenas 9,7% dos médicos são pretos ou pardos. Dentre os dentistas, somente 8,6% são pretos ou pardos e dentre os advogados somente 17%. Praticamente não há padres negros nem técnicos de futebol negros no Brasil. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span>            </span>Historicamente, as elites brancas pensavam que países com maiorias não brancas jamais progrediriam. Embora no Brasil somente de 7 a 11% dos brasileiros participem de sindicatos e partidos políticos, as várias minorias que formam o movimento negro têm conseguido diminuir a intensidade do racismo no Brasil. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">            </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span>            </span>FONTE: Folha de São Paulo, 23 de novembro de 2008. </span></span></p>
<br />Publicado emLutas e Mov. Sociais, Materiais de Aulas  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/coletivosopros.wordpress.com/219/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/coletivosopros.wordpress.com/219/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/coletivosopros.wordpress.com/219/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/coletivosopros.wordpress.com/219/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/coletivosopros.wordpress.com/219/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/coletivosopros.wordpress.com/219/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/coletivosopros.wordpress.com/219/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/coletivosopros.wordpress.com/219/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/coletivosopros.wordpress.com/219/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/coletivosopros.wordpress.com/219/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/coletivosopros.wordpress.com/219/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/coletivosopros.wordpress.com/219/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/coletivosopros.wordpress.com/219/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/coletivosopros.wordpress.com/219/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=coletivosopros.wordpress.com&amp;blog=4307280&amp;post=219&amp;subd=coletivosopros&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>À procura do Extra-Ordinário</title>
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		<pubDate>Wed, 19 Nov 2008 03:26:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>coletivosopros</dc:creator>
				<category><![CDATA[Fragmentos]]></category>

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		<description><![CDATA[            Por Dany              Tio Miguel sempre foi desses que guarda certa forma peculiar de olhar o mundo. Pai de melhor amiga, pra quem não teve um, era parte da família. Seu jeito gentil e companheiro era imprescindível para os que &#8230; <a href="http://coletivosopros.wordpress.com/2008/11/19/a-procura-do-extra-ordinario/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=coletivosopros.wordpress.com&amp;blog=4307280&amp;post=210&amp;subd=coletivosopros&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">            <em>Por Dany</em>  <img class="alignright" src="http://lua_nova.zip.net/images/boteco6ek.jpg" alt="" width="204" height="303" /></p>
<p style="text-align:justify;">           Tio Miguel sempre foi desses que guarda certa forma peculiar de olhar o mundo. Pai de melhor amiga, pra quem não teve um, era parte da família. Seu jeito gentil e companheiro era imprescindível para os que estavam a sua volta. No entanto nunca foi desses de aceitar facilmente algumas imposições. Mesmo formado, não tinha emprego fixo e, dentro de casa, chefe não era muito bem o seu papel. Alguns pontos finais foram colocados e ele foi &#8216;s&#8217;embora&#8217;, viajou. Fora procurar Passárgada talvez&#8230;</p>
<p style="text-align:justify;">            Dia desses foi encontrado por aí, dormindo na calçada. <span id="more-210"></span>Amarelo, banguelo. Não precisa dizer que desta vez o álcool já circula tanto quanto sangue. Faz tempo que o hábito da dosezinha tomou conta. Só que agora o escape virou rotina. Triste destino dos que não se enquadram em certa sociedade, ou melhor, no famigerado reino do capital?</p>
<p style="text-align:justify;">            Talvez. Uns (acham que) optam por não se enquadrarem; outros não têm escolha. O certo é que os que sobrevivem precisam abrir a válvula e, pelo menos de vez em quando, fugir do que oprime seu tempo, das horas que não lhe pertencem, do <em>tripa</em><em>l</em><em>lium</em>.</p>
<p style="text-align:justify;">            Os mais românticos preferem o suicídio. Já os menos utópicos desenvolvem técnicas para repor pequenas e esparsas alegrias. Caso do tio Miguel que talvez tenha encontrado &#8216;na danada&#8217; uma forma de se integrar mais por aqui.</p>
<p style="text-align:justify;">            A gente sabe que no bar encontramos os nossos, aqueles que compartilham as doses, as alegrias, o dedinho de prosa e até as lamentações. Sensação sutil e passageira de &#8217;liberdade&#8217;. Até dizem que &#8220;no bar todo mundo é igual&#8221;.</p>
<p style="text-align:justify;">            Existe sempre um impulso por encontrar formas que, de alguma maneira, nos reponha a ânsia de trocar quaisquer poucas palavras, de ter um interlocutor, de se sentir acolhido, do coletivismo e solidariedade tão ausentes.</p>
<p style="text-align:justify;">            Até poderia ser cômico se não fosse trágico. Tem tanta empresa especializada na tecnologia pra facilitar nossa comunicação. Afinal de contas, na labuta nossa de cada dia, por vezes a gente se sente muito sozinho. Ainda bem que existem os celulares. E até para Brecht &#8211; que chegou a pensar na revolução do rádio &#8211; &#8216;ficou pequeno&#8217;, imagine o quanto se surpreenderia hoje.</p>
<p style="text-align:justify;">            Tudo bem. É possível matar a saudade dos amigos; pelo conversador, é claro. Incrível a rica possibilidade que os e-mails nos oferecem. E agora tem <em>chat</em> com vídeo. Assim dá pra conversar (digitadamente ou por microfone) e ainda ver com quem se fala, graças as webcam!</p>
<p style="text-align:justify;">            Para alguns desafortunados que não possuem tantos aparatos, não há desespero. A prefeitura até disponibiliza internet em alguns centros (na periferia também tem) e aí posso ver o meu <em>Orkut</em> e ficar por dentro das atualizações dos perfis e imagens (ou seria imagético perfil?) dos meus 367 colegas. Tem ainda <em>lan house</em> pra qualquer emergência. Andam dizendo que checar <em>e-mail</em> ou navegar pela rede virou compulsão. Fazer compras ou aperfeiçoar o corpo no culto diário nas academias de ginástica são outros exemplos dessas &#8216;manias&#8217;. E esses dias li que compulsão não era vício. Engraçado, tão semelhante&#8230; Vício é coisa de drogado.</p>
<p style="text-align:justify;">            Esse pessoal viciado em beber e se drogar chegam a extremos de felicidade que não é de bom tom para tal sociedade. Eles até cantam e dançam e brincam e brigam e têm alegria com coisas banais. Definitivamente um problema, é preciso tratá-los.</p>
<p style="text-align:justify;">            O tio Miguel bem que tentou escapulir: ia pra padaria, foi pra uma microcidadezinha e, ao cabo, escolheu a solidão. Mas não renunciou a companhia do copo. Foi ver se enxergava diferente, se atraía olhares menos opressores. Foi resgatado a tempo. Algumas instituições se disponibilizam para cuidar dos viciados: desintoxicação, conscientização, abdicação, recalcamento&#8230;</p>
<p style="text-align:justify;">            Porém, como já disse, temos um leque de possibilidades para fugir da lassa rotina. Todas muito bem enquadradas no sistema. Pensam em tudo, parece que estão em nossas cabeças. E não é que acertaram em cheio meu gosto? A ciência publicitária é especialista em &#8220;despertar&#8221; nosso próprio gosto. Já viram aquele recém-lançado carro, alguma coisa <em>Adventure</em>? Perfeito pra fazer viagens radicais, trilhas&#8230; Perfeito pra mim. Com um carro desses fujo do tráfego de São Paulo e me meto a desbravar a natureza.</p>
<p style="text-align:justify;">            Falando assim, parece até que todas as alternativas de fuga podem parecer muito excêntricas a ponto de se tornarem vício ou compulsão. Para os menos radicais, dá pra ficar em casa, no conforto do sofá assistindo à novela, sempre com ótimos personagens pra nos entreter. Truffaut foi tão mais ousado e inclusive já filmou a interação do telespectador com a TV. Visionário!</p>
<p style="text-align:justify;">            Individualismo e isolamento fazem mal à saúde, podem até gerar probleminhas patológicos, seja vícios ou compulsões.</p>
<p style="text-align:justify;">            Mas&#8230; cadê meu tempo para poder me encontrar com todos os meus amigos? Cadê meu tempo pra escrever o que eu quero, meu tempo pra cantar alto, de dançar até doer o pé, de abraçar bem apertado e beijar demorado, de fazer &#8220;samba e amor até mais tarde&#8221;? Ah! meu tempo de ler poesia, de ir ao cinema, de ouvir estórias, de ficar de papo pro ar vendo as nuvens passar e de ficar no bar até o sol raiar.</p>
<p style="text-align:justify;">            Passaram a mão no meu (nosso) tempo! E o remoto controle não permite subverter a programação. As brechas precisam ser muito bem calculadas.</p>
<p style="text-align:justify;">            Como preciso de algum dinheiro, vendo meu tempo. Escrevo sobre livros que não li, mas aconselho que os outros leiam. Corrijo redações de alunos de outros professores. Não lhes dou aula, mas corrijo seus textos que foram orientados por professores que não corrigem o que ensinaram. Aliás, nem os conheço. Fragmentadas essas formas de se vender o tempo, não é?</p>
<p style="text-align:justify;">            Há pouco, ganhei mais uma forma de controlarem meu tempo. Tenho um bichinho que quer mamar de 3 em 3 horas, que quer minha atenção 24 horas e que, pra pedir (ou mandar) só sabe chorar. Eita comunicaçãozinha difícil. Como não conheço nenhuma empresa que tenha desenvolvido nada pra facilitar esse diálogo? A pequena ditadora do meu tempo pelo menos me oferece algo em troca: me desperta novas formas de enxergar as coisas. O infantil jeito de olhar o mundo, de se surpreender com coisas que já são tão &#8216;despercebidas&#8217;. Devolve-me o entusiasmo e a sede de viver, de reencantar a vida. Calculando bem, acho que saio ganhando. Produzir alguns litros de leite e disponibilizá-lo de hora em hora pra um bebezinho fofinho que esquenta o meu colo e vez ou outra abre um sorrisinho que logo me desmonta não é nem de longe tão ruim assim. Energia suga, é verdade, mas todo dia aprendemos a negociar bem.</p>
<p style="text-align:justify;">            Com tudo isso, a indispensabilidade do escape é reafirmada. As várias formas que já descrevi, acho que pratico um pouquinho de todas. E discordo dos suicidas porque a poesia sempre me lembra: &#8220;A soma da vida é nula. / Mas a vida tem tal poder: / Na escuridão absoluta, / como líquido circula&#8221;. Sábio Drummond.</p>
<p style="text-align:justify;">            E, cada dia mais, vejo que o Extra-Ordinário reside na própria recusa do ordinário, na urgência do caráter destrutivo, &#8220;aquele que transforma o existente em ruínas, não pelas ruínas em si, mas pelo caminho que passa através delas&#8221;. (Benjamin)</p>
<br />Publicado emFragmentos  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/coletivosopros.wordpress.com/210/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/coletivosopros.wordpress.com/210/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/coletivosopros.wordpress.com/210/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/coletivosopros.wordpress.com/210/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/coletivosopros.wordpress.com/210/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/coletivosopros.wordpress.com/210/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/coletivosopros.wordpress.com/210/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/coletivosopros.wordpress.com/210/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/coletivosopros.wordpress.com/210/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/coletivosopros.wordpress.com/210/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/coletivosopros.wordpress.com/210/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/coletivosopros.wordpress.com/210/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/coletivosopros.wordpress.com/210/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/coletivosopros.wordpress.com/210/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=coletivosopros.wordpress.com&amp;blog=4307280&amp;post=210&amp;subd=coletivosopros&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Impressões sobre o Tribunal</title>
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		<pubDate>Thu, 13 Nov 2008 23:30:03 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Tribunal Popular]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Simone Saudações a tod@s! Meus queridos comp@s, escrevo para relatar a realização da Sessão temática sobre a criminalização do Movimento Estudantil que aconteceu na última sexta-feira, na Faculdade de Direito da USP. Entretanto, devo expor anteriormente alguns aspectos da &#8230; <a href="http://coletivosopros.wordpress.com/2008/11/13/impressoes-sobre-o-tribunal/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=coletivosopros.wordpress.com&amp;blog=4307280&amp;post=200&amp;subd=coletivosopros&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color:#000000;"><a href="http://coletivosopros.files.wordpress.com/2008/11/29652.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-206" title="29652" src="http://coletivosopros.files.wordpress.com/2008/11/29652.jpg?w=500" alt="29652"   /></a>Por Simone</span></p>
<p><a href="http://coletivosopros.files.wordpress.com/2008/11/2965.jpg"></a></p>
<p><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:11pt;">Saudações a </span><span style="font-size:11pt;font-family:&quot;"><a href="mailto:tod@s"><span style="font-family:&quot;">tod@s</span></a></span><span style="font-size:11pt;">!</span></span></span></p>
<p class="ecmsonormal" style="background:white;text-align:justify;margin:0 0 16.2pt;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:11pt;">Meus queridos </span><span style="font-size:11pt;font-family:&quot;"><a href="mailto:comp@s"><span style="font-family:&quot;">comp@s</span></a></span><span style="font-size:11pt;">, escrevo para relatar a realização da Sessão temática sobre a criminalização do Movimento Estudantil que aconteceu na última sexta-feira, na Faculdade de Direito da USP. Entretanto, devo expor anteriormente alguns aspectos da jornada que foi desencadeada para atingir tal objetivo. </span></span></span></p>
<p class="ecmsonormal" style="background:white;text-align:justify;margin:0 0 16.2pt;"><span style="font-size:11pt;color:#444444;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#000000;">Há alguns meses tinha sido proposta ao Sopros a organização da Sessão temática sobre a criminalização do ME, e desde então nos envolvemos na construção da mesma. <span id="more-200"></span>Naquela ocasião, embora compreendêssemos que nem todo mundo estava a fim de discutir o ME, concluímos ser estratégico nos envolvermos na construção da sessão por três motivos: primeiro, que tínhamos uma discussão acumulada e uma vivência sobre tal tema, sendo assim,  poderíamos colaborar qualitativamente com o debate; segundo, porque entendemos o Tribunal Popular como um espaço que pode ser importante para uma parcela da classe trabalhadora – que não está organizada em sindicatos, partidos, etc. &#8211; tornar públicos os abusos e violações empreendidas pelo Estado cotidianamente, mas que tem sua expressão na morte desses sujeitos; e terceiro, porque queríamos testar a atuação do Sopros enquanto coletivo capaz de desenvolver uma ação na cena pública. Portanto, a despeito das nossas fragilidades e inseguranças enquanto coletivo, e de não podermos contar com a totalidade dos membros do Sopros, (menos por empenho, mais pela distância geográfica) aceitamos o desafio! Nas últimas semanas, nós dos QGs de sampa e colaboradores, nos encontrávamos quase todos os fds para selecionarmos os materiais de audiovisual que conseguimos compilar, para discutirmos a estrutura da sessão, dentre outros, como compartilhar nossos impressões sobre os afazeres diários. Foram fds de intenso trabalho, mas lúdicos (ludicidade é com a gente mesmo!&#8230;).  Nesta última semana o trabalho foi bem pesado, visto que os companheiros trabalhadores tiveram que dividir suas energias vitais entre as obrigações do trabalho formal diurno e a jornada noturna extra, para então concluirmos  o vídeo que intentamos apresentar durante a sessão, bem como para divulgarmos a sessão nos diferentes espaços da USP e via listas de -emails. </span></span></span></p>
<p class="ecmsonormal" style="background:white;text-align:justify;margin:0 0 16.2pt;"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:11pt;"><span style="font-family:Times New Roman;">Chegou a sexta-feira, dia 07/11, e a patota estava lá na Sanfran, firme e forte, alguns molhados pela chuva que não hesitou em querer melar o evento&#8230;é assim mesmo, São Pedro é danado para não dizer outra coisa&#8230; A sessão aconteceu. O vídeo que fizemos com tanto amor e carinho deu problema e não foi possível apresenta-lo, mas a discussão foi muito boa. A mesa foi composta por alunos da USP, UFSC, Fundação Santo André, PUC- Minas. A sessão contou, entre outros, com a participação de estudantes da USP- São Carlos que foram para São Paulo especialmente para evento. Infelizmente a sessão não estava lotada como gostaríamos, mas a reflexão que foi empreendida pela mesa foi substancialmente qualitativa, a qual fomentou a participação ativa da platéia no debate que se estendeu até as 22:30hs. </span></span></span></p>
<p class="ecmsonormal" style="background:white;text-align:justify;margin:0 0 16.2pt;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:11pt;">Malgrado o público ter sido menor do que o esperado, o mérito do coletivo Sopros não foi abalado, visto que ele reside na forma &#8211; democrática e comprometida &#8211; adotada na construção e organização da Sessão, bem como na relação com pessoas externas, forma esta que suplanta o sucesso de público e crítica!</span></span></span></p>
<p class="ecmsonormal" style="background:white;text-align:justify;margin:0 0 16.2pt;"><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:11pt;">  </span></span><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:11pt;">Grande abraço e ótimo trabalho a tod@s.</span></span></span></p>
<p class="ecmsonormal" style="background:white;text-align:justify;margin:0 0 16.2pt;"><span style="color:#000000;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span style="font-size:11pt;"> </span></span><span style="font-size:11pt;"><span style="font-family:Times New Roman;">Simone (viva a poesia e a ludicidade, rumo ao nosso próximo encontro!)</span></span></span></p>
<br />Publicado emLutas e Mov. Sociais Tagged: Mov. Estudantil, Tribunal Popular <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/coletivosopros.wordpress.com/200/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/coletivosopros.wordpress.com/200/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/coletivosopros.wordpress.com/200/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/coletivosopros.wordpress.com/200/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/coletivosopros.wordpress.com/200/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/coletivosopros.wordpress.com/200/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/coletivosopros.wordpress.com/200/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/coletivosopros.wordpress.com/200/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/coletivosopros.wordpress.com/200/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/coletivosopros.wordpress.com/200/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/coletivosopros.wordpress.com/200/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/coletivosopros.wordpress.com/200/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/coletivosopros.wordpress.com/200/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/coletivosopros.wordpress.com/200/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=coletivosopros.wordpress.com&amp;blog=4307280&amp;post=200&amp;subd=coletivosopros&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>O futuro apenas como resposta a um amigo</title>
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		<pubDate>Wed, 12 Nov 2008 19:21:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>coletivosopros</dc:creator>
				<category><![CDATA[Lutas e Mov. Sociais]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Alex Muito já escutei, proferido por bocas jovens e nem tão jovens, de que os “bons tempos” para viver-militantemente eram os passados, que nossa época é apática e alienada. Pode ser. Porém, meu processo de instrução e participação política &#8230; <a href="http://coletivosopros.wordpress.com/2008/11/12/o-futuro-apenas-como-resposta-a-um-amigo/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=coletivosopros.wordpress.com&amp;blog=4307280&amp;post=185&amp;subd=coletivosopros&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt;">Por Alex</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt;">Muito já escutei, proferido por bocas jovens e nem tão jovens, de que os “bons tempos” para viver-militantemente eram os passados, que nossa época é apática e alienada. Pode ser. Porém, meu processo de instrução e participação política consciente se deu “tardiamente”, na vivência da Universidade (antes se aproximava mais de pulsões de inconformismo mesclado com caridade), com companheir@s que logo no primeiro contato não me diziam “oi”, mas: “Deus está morto! Foi você quem o matou?”; nas infindáveis discussões, que invariavelmente atravessavam a noite e invadiam a madrugada que se cansava de tanto blá-marx-blá-anarquismo-blá-bakunin-blá-zapatismo e dava lugar a manhã. Foi neste ambiente que, além do contato teórico, passei a vivenciar outras práticas, às vezes de modo mais dolorido, outras vezes de maneira tal que já parecia constituir parte do meu ser.</p>
<p> <span id="more-185"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt;">Mas o fato é que ao mesmo tempo em que um novo mundo se descortinava a minha frente, dos conflitos, das contradições e das mudanças, eu passava a ver o mundo a partir desses princípios e a procurar nele os símbolos que tanta agitação e angústia haviam me tocado.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt;">Ainda hoje “estudo” (e mais aprendo do que pesquiso) grandes expoentes do anseio dessa mudança, EZLN, MST, MTDs. Talvez como uma maneira de manter viva a chama de indignação e revolta, de perceber que “é possível outro mundo, outra vida”, de tentar fazer, um pouco que seja, parte dessa ponte que liga rebeldias e esperanças. Correndo o risco aí de idealizar a própria realidade.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt;">Contudo, ao visitar esses movimentos, ao conhecer os personagens dos livros e dos vídeos, ao travar um contato mais direto com “meu objeto”, aliada a dessacralização de tais movimentos cresceu também minha admiração e entusiasmo perante eles e, sobretudo, aos seus atores, às suas tragédias, às suas imperfeições, às suas grandezas. Bem como a percepção do que nós fazemos, do que construímos, de que formas nós resistimos. Assim como cresceram também as poeiras nos livros, conceitos e linguagens (mas isso é tema para outra “blogagem” – ñ é Dany?). A saber, deixo apenas a pista de que eles e nós estamos a escrever a história, e a história não apenas prática e nem apenas teórica, mas a história da práxis que nos movimenta. Seremos nós também velhas toupeiras?</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt;">Por fim, tudo leva a crer que a matemática de baixo funciona por outra lógica, e me parece que ao nos dividirmos em geografias e calendários estamos a nos somar com outras rebeldias e a multiplicar as insubordinações. A fragmentação pode ser imposta pelo capital e seus não-modos de vida, mas o ímpeto de permanecermos juntos, ainda que em outras localidades e compartilhando de outros tempos, nos permite fortalecer a resistência que nos une, a nós e aos outr@s.</p>
<br />Publicado emLutas e Mov. Sociais  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/coletivosopros.wordpress.com/185/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/coletivosopros.wordpress.com/185/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/coletivosopros.wordpress.com/185/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/coletivosopros.wordpress.com/185/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/coletivosopros.wordpress.com/185/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/coletivosopros.wordpress.com/185/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/coletivosopros.wordpress.com/185/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/coletivosopros.wordpress.com/185/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/coletivosopros.wordpress.com/185/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/coletivosopros.wordpress.com/185/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/coletivosopros.wordpress.com/185/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/coletivosopros.wordpress.com/185/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/coletivosopros.wordpress.com/185/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/coletivosopros.wordpress.com/185/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=coletivosopros.wordpress.com&amp;blog=4307280&amp;post=185&amp;subd=coletivosopros&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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